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Comitê de Bacias promove discussão sobre esgotamento sanitário


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Pinheiral sedia discussão sobre esgotamento sanitário

O Campus Pinheiral do IFRJ sediou a primeira etapa da Oficina de Diagnóstico: RX do Esgotamento Sanitário, nos dias 13 e 14 de junho. As atividades prosseguirão nos dias 20 e 21 de deste mês na sede da unidade. A ação promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul (CBH-MPS) tem o objetivo de identificar as particularidades e a realidade do esgotamento sanitário dos municípios participantes. A proposta consiste em criar um banco de dados sobre o status do esgotamento sanitário nas áreas rurais e urbanas na região em que o comitê atua.  Segundo os organizadores, o referido banco subsidiará a elaboração do Ranking do Esgotamento Sanitário do Médio Paraíba do Sul, que se apresentará como referência a priorização de  investimentos de recursos em saneamento básico.

A região hidrográfica do Médio Paraíba do Sul compreende integralmente os municípios de Barra Mansa, Comendador Levy Gasparian, Itatiaia, Pinheiral, Porto Real, Quatis, Resende, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda, assim como, parcialmente, os municípios de Barra do Piraí, Mendes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Piraí, Rio Claro, Três Rios e Vassouras, situados na região sul fluminense do estado do Rio de Janeiro.

O presidente do Comitê Médio Paraíba e professor do IFRJ em Pinheiral, José Arimathéa Oliveira, avaliou a proposta do evento: “O Comitê está tentando unir esforços com as prefeituras, universidades e outros órgãos ambientais para, minimamente, construir um cenário atual de toda a região. Entendemos que juntos, conhecendo a realidade uns dos outros e as experiências exitosas e erros cometidos ao longo do tempo, poderemos ajudar a pensar nossa região a médio e longo prazo”, concluiu.

O primeiro objetivo nosso já foi atingido com esses municípios, que é interagir com as equipes responsáveis pela área ambiental nas prefeituras, para que elas se esforcem a conhecer mais a realidade de seu município, considerando que a maioria dos prefeitos não foram reeleitos na última eleição. Portanto, estamos estimulando as novas equipes das prefeituras a colocar a questão do esgotamento sanitário na pauta de seus problemas, disse Arimathéa.

Segundo o presidente do Comitê, nessa primeira etapa da oficina, se apresentaram os municípios de Resende, Porto Real, Quatis, Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, Barra do Piraí e Piraí e faltaram os municípios de Itatiaia, Rio Claro, Valença, Rio das Flores e Comendador Levy Gasparian. Arimathéa esclareceu ainda que a participação na Oficina será um critério para priorizar os investimentos do Comitê nos municípios, pois os recursos são poucos e vamos investir onde os prefeitos e suas equipes de Meio Ambiente estão mais comprometidas em resolver o problema do rio Paraíba do Sul como um todo, não só pensando em seus problemas locais, mas também com um olhar na melhoria da qualidade da água de toda a região.

Além disso, estamos apresentando para os professores dos cursos técnicos e de graduação da região da área de meio ambiente, a realidade e as dificuldades concretas que os gestores municipais atravessam em relação a esse tema e como as instituições de formação profissional podem interagir nessa realidade, afirmou Vera Lúcia Teixeira, Secretária Executiva do Comitê.

Estiveram presentes nessa primeira etapa da Oficina professores e alunos, representantes do Curso de Engenharia Ambiental da UNIFOA (Volta Redonda), da FAA (Valença), do Curso de Gestão Ambiental do Campus Três Rios da UFRRJ e do Curso Técnico em Meio Ambiente do IFRJ, Campus Pinheiral. Ao final das apresentações professores e técnicos se reuniram e fizeram um primeiro balanço das deficiências das prefeituras na área de esgotamento sanitário.

Segundo Edna Andrade de Azevedo, Secretária de Meio Ambiente de Quatis e Diretora do Comitê, os principais pontos levantados e que se repetiram na maioria das cidades foram: a falta de mapeamento das redes coletoras de esgoto nas ruas das cidades; a falta de equipes responsáveis pela gestão do esgotamento sanitário nas prefeituras; a falta de controle sobre as ligações clandestinas de esgoto nas redes de águas pluviais; falta de estudos sobre as bacias de drenagem dos municípios; falta de projetos para as Estações de Tratamento de Esgotos (ETE); falta de monitoramento da qualidade das águas depois de tratadas nas poucas  ETE's da região, falta de conhecimento sobre os Planos Municipais de Saneamento Básico e falta de pessoal capacitado para atuar em esgotamento sanitário.

Arimathéa esclareceu que a proposta do Comitê de Bacias, após todo esse levantamento é viabilizar que o Comitê financie atividades com alunos das Universidades da região e do IFRJ, orientados pelos professores, para que o aprofundamento desses problemas e a busca de soluções adequadas a realidade dos municípios, sejam parte da formação de nossos alunos. Além de ajudar na capacitação de pessoas, vamos ajudar as instituições de pesquisa que passam por uma grande crise financeira a manter seus equipamentos e laboratórios e vamos direcionar as pesquisas dessas instituições para que sejam mais eficientes e aplicadas a um problema urgente que é a melhoria da qualidade das águas do Paraíba do Sul, concluiu o presidente do Comitê.


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